Bandas

Bandas parceiras da Alliance Angst

 

Confira o release das bandas que agitam a nossa cena.

Plastique Noir

A banda

O Plastique Noir formou-se no final de 2005 por membros e ex-membros de bandas do underground de Fortaleza/CE/Brasil. Desde o início, tem sido grande sua busca em superar os formatos convencionais de apresentação ao vivo, às vezes pouco explorados em suas possibilidades artístico-performáticas e intertextualizadoras com outras linguagens que não a musical.

Assim, uniram-se Airton S. (ex-Mallka), Márcio Benevides (ex-The Memphis Mafia), Danyel Fernandes (Silenzio) e Max Bernardo (ex-Dust To Dust/Rebel Rockets), e, aproveitando o revival do pós-punk no qual muitas bandas têm investido recentemente, apostam na face mais obscura do gênero, trazendo à tona o gothic rock/darkwave oitentista e noventista, mas sempre com uma roupagem contemporânea que agrega elementos de estilos afins como o death rock, o industrial, o ethereal, o new romantic, o próprio punk rock e até o electro. Esta pluralidade confere a forma que envolve e dá (não)vida ao contéudo, ao mesmo tempo que promove um diálogo entre a visceralidade, marginália e o hedonismo auto-destrutivo próprios do (pós)punk, e a sofisticação e requinte do clássico acadêmico. O arremate na atmosfera sintética, fria e alienígena provém do quinto integrante: Sister Hurricane, uma antiga drum machine SR-16.

Única no estilo em Fortaleza, o Plastique Noir (que, em francês, significa plástico negro) adota como nome o saco que guarda cadáveres em necrotérios. A música, soturna mas dançável, também envolve corpos e mentes, levando-os a uma experiência intensa através de letras em inglês que evocam os mitos e factualidades de horror, a morbidez, a melancolia e a loucura gerada no conflito das infinitas paixões que habitam o labirinto existencial humano. Além disso, cada passo da banda é meticulosamente planejado por seus membros, desde a parte lírico-musical às artes gráfica e cenográfica, valendo-se de suas aptidões profissionais bastante diversas entre si, sacramentando assim sua proposta como banda multimídia e auto-suficiente em termos artísticos.

Histórico

A banda iniciou suas atividades no final de 2005, tendo feito seu primeiro show no início de 2006 - já lançando seu primeiro disco demo. Bastante elogiado por público e crítica, este registro de estréia - "Offering" - teve sua tiragem esgotada e foi bastante divulgado através de seus shows, da internet e de apresentações nos veículos midiáticos de sua cidade: Jornal O Povo (diversas vezes, nas seções de Arte e Cultura), TV Diário (no programa Caderno 3, junto da banda Montage - hoje uma grande referência do rock cearense no Brasil inteiro), TV União (Programa Da Hora), TV Assembléia (duas vezes no programa O Quarto e uma vez no programa Identidade Cultural) e no programa CE-95 da Rádio Mix (de grande audiência com o público jovem, onde o Plastique Noir tocou ao vivo no topo do prédio da rádio e juntamente concedeu entrevista ao locutor Fabinho Monteiro). Em nível nacional, obteve destaque em recente matéria na Revista Valhalla, onde foi apontada como banda-revelação de 2006 e na revista Bizz, onde concederam entrevista para a jornalista Daniela Arrais. As músicas desta leva inicial ainda são constantemente executadas na Mix e na Rádio Guarani, do interior do estado, além das rádios virtuais da Internet, como The Maozoleum Radio (SP) e Rádio Ralacoco (DF - Programa Réquiens Urbanos). Suas canções também têm sido discotecadas em eventos de São Paulo (The Maozoleum Party, Teatro dos Vampiros e Underground Lab) e de Portugal (Bouquet of Dreams). Com efeito, têm sido grande o crescimento e fidelização de seu público em estados como São Paulo, Bahia, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e em outros países, como Chile, Argentina, Peru, África do Sul (Zeplins Night Club, em Pretoria), França e Portugal - neste último, a banda foi recente destaque em entrevista para Luiz Soncini, da conceituada revista Elegy Iberica, voltada para a subcultura gótica. As primeiras oportunidades de apresentações do Plastique Noir fora de sua cidade-natal já acontecem neste momento inicial de sua trajetória, com convite para a ida da banda a São Paulo (16 de setembro de 2006) para a tour brasileira da banda norte-americana de darkwave, The Cruxshadows - quinta banda mais votada no Wave Gotik Treffen, maior festival gótico mundial. Em sua cidade natal, participou do grande festival Ponto.CE, ao lado de headlines nacionais como Forgotten Boys, Dead Fish e Ludov. Em dezembro de 2006, foi convidada como banda de abertura para show da banda Engenheiros do Hawaii, de renome nacional. Apresentou-se também no Projeto Cena Som (Teatro Universitário - UFC), Festival Universitário de Bandas (sendo uma das vencedoras), Simpósio Filosófico Internacional Nietzsche-Deleuze, projeto Superdrive (mostra de bandas autorais de Fortaleza na boate Órbita), Festival Rock e Cordel (Centro Cultural Banco do Nordeste) e em várias edições do Dança das Sombras (festa gótica mensal de Fortaleza).

Atualmente, divulgam seu segundo disco recém-finalizado, intitulado "Urban Requiems". Entretanto, 2007 reserva mais conquistas para a banda, com viagens para outras cidades (Salvador, em 10 de março, e Brasília, em 17 de março) .e o convite para tocar na edição de 2007 do Wave Gotik Treffen, a realizar-se entre os dias 25 a 28 de maio, em Leipzig/Alemanha.

† Influências

Sisters of Mercy, Bauhaus, Cinema Strange, Clan of Xymox, The Cure, The Mission UK, The 69 Eyes, Cocteau Twins, Siouxsie and the Banshees, Gene Loves Jezebel, Nosferatu, The Bolshoi, Ikon, Depeche Mode, Diary of Dreams, Violet Stigmata, Duran Duran, Echo and The Bunnymen, Interpol, Das Projekt Der Krummen Mauern, Elegia, Joy Division, Nick Cave and the Bad Seeds, Einstürzende Neubauten, Xmal Deutschland.

† Resenhas

· no site Trama Virtual
tramavirtual.com.br/noticias.jsp

"[...] Já a Plastique Noir conseguia chamar bem a atenção daqueles que então adentravam no local. Seu rock gótico, na linha de grupos como Joy Division, com uso de bateria eletrônica e sintetizador, causava um estranhamento inicial, mas a boa apresentação garantiu muitos aplausos."

· no site Rock Ceará
www.rockceara.com/pontoce.htm

"[...] então era a vez da banda Plastique Noir, mostrando mais uma vez a diversificação musical do festival, a banda Gótica fez um belo show, trouxe as trevas para o festival, como haviam dito em sua vinheta mostrada pela TV União, realmente mostrou que a cena gótica continua viva [...]"

· no site Urbanaque
www.urbanaque.com.br/musica.asp

"Munidos de uma drum machine, músicas macabras e um vocal cavernoso, a Plastique Noir foi o destaque local da noite. O gothic rock/darkwave feito pelos rapazes impressiona mais pela qualidade das canções que pela originalidade. Mas já que o rock é um gênero derivativo, quem há de censurar este que é, desde já, o maior grupo de darkwave do norte/nordeste? Airton Nepomuceno e sua trupe, que acabaram de gravar o disco "Urban Réquiens", estão de malas prontas para uma série de shows na capital paulista e certamente não farão feio na cidade cinza. Este show provou isso."

· no e-zine Elefante Bu #15
elefantebu@yahoo.com.br

"[...] Por enquanto, todos os citados transitavam no terreno dos anos 90 e no novo século. A Plastique Noir fez diferente e propôs uma volta aos anos 80 pós-punk, mais precisamente ao espírito gótico. As canções são em inglês e falam de morbidez, loucura, e melancolia. Destaque para Silent Shout, que é um retrato fiel dessa atmosfera. O bacana é que o site, a arte gráfica, o visual dos integrantes são todos voltados para a cultura gótica, o que enriquece e valoriza ainda mais a proposta. Outra coisa legal é a bateria eletrônica. Nesse caso, ela reforça ainda mais a sonoridade oitentista. [...]"

· na Revista Valhalla
www.plastiquenoir.kit.net/45.jpg

"Com apenas um ano de formação, o grupo de Fortaleza [CE] já pode ser considerado um dos principais representantes do nosso novo cenário gótico tradiconal. Airton [v], Márcio Benevides [g], Danyel Fernandes [b], Max Bernardo [k] e Sister Hurricane [uma bateria SR-16] trabalham uma sonoridade que nos remete diretamente ao gótico do final dos anos 80/começo dos 90, mas agregando elementos mais sorumbáticos [do eletrogótico] e viscerais [do punk rock]. Mas o maior mérito da banda é o de criar seu próprio espaço numa cena alternativa extremamente limitada, seja promovendo eventos ou lançando zines."

· no site Alliance & Angst Projekt
www.allianceangst.com/cds.htm

"O Plastique Noir vem com seu promo-CD 'Urban Requiems' com a qualidade promissora de uma banda que tem tudo para emplacar no underground tanto nacional como mundial. Excelentes composições de um darkwave original e cheio de influências de bandas clássicas como Bauhaus, The Sisters of Mercy, Poesie Noire, The Mission, mas sem deixar em nenhuma parte de suas sete faixas algum plágio das bandas citadas. Bem, o promo-CD é muito bom, realmente vale a pena adquirí-lo. Nesta resenha daremos destaques para todas as faixas porque elas te levam a um mundo que as trevas vêm até você, terminando em deixá-lo em alguma rua vazia da obscura e histórica Fortaleza/CE!

Formação:
Márcio 'Mazela' Benevides - guitarra, backing vocals e gaita
Max Bernardo - teclados e sintetizadores
Danyel Fernandes
- baixo
Airton S - voz e programações

web site: www.plastiquenoir.kit.net